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Crises da Idade.

por Inês Moura Pinto, em 09.07.14

Levante o braço quem nunca desejou voltar aos tempos de infância em que a nossa única preocupação era ao que íamos brincar. Sempre me senti uma privilegiada por passar as minhas férias de Natal, Páscoa e Verão com a minha irmã e com os meus primos. Mais ainda, um privilégio de ter uma liberdade para brincar e me divertir como hoje miúdos pequenos não têm. Hoje, os meninos não podem ir brincar no monte porque têm alergias ou porque ficam imundos e não podem estragar as sapatilhas caras. Em cada verão nós tínhamos uma aventura. Brincávamos às casinhas, às barbies, descobríamos caminhos, fazíamos cabanas, brincávamos com carros e jogávamos futebol na estrada (em consideração ao meu primo que era o único rapaz no nosso meio). A verdade é que tudo isto contribuiu para aquilo que somos hoje. Mais do que as brincadeiras, criámos laços fortes que nos uniram e que provaram que tínhamos ali companheiros para a vida.

Tenho pena dos meus primos mais novos que nunca viveram nem nunca vão viver a alegria que nós vivemos. Não tínhamos medo. Não queríamos que chegasse o final do dia porque não queríamos sair de casa da minhas avó. Hoje uma grande percentagem dos miúdos não passam de crianças mimadas e que sofrem "bullying" na escolinha (muitas aspas, por favor!). Chego a sentir vergonha alheia de uma sociedade onde, os pais relativamente jovens, não sabem aquilo que é melhor para os filhos. E o melhor não é pôr uma criança de um ano entretida com um tablet, só para ela comer. O melhor é dar a liberdade que eles precisam enquanto crianças. Magoarem-se, partirem um pé se for preciso. Isso ou chegarão aos 20 anos a queixarem-se do dedo mindinho do pé.  

É estranho para mim falar tão mal nas novas tecnologias estando eu num curso de Informática. O certo é que eu entendo o futuro das tecnologias, mas mais de metade de mim tem medo do que virá aí! 

Parece que meses depois decidi dar sinais de vida (desde do meu aniversário, muito egocêntrica!). Nunca, em 5, sim CINCO anos de blogosfera estive tantos meses em stand-by. Mas para tudo é preciso dar um tempo muitas vezes. Foi o que aconteceu. Precisei de me refugiar, preferindo não escrever aqui, a escrever e dizer disparates.

 

Isto, meus queridos, é a minha crise dos 20 anos. A procura da cura continua!



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publicado às 12:05

20 anos.

por Inês Moura Pinto, em 12.05.14



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publicado às 23:38

Azeitonas que não dão Azeite.

por Inês Moura Pinto, em 24.01.14

  

Sou uma apaixonada por música. Não passo um dia sem cantar ou ouvir uma música que esteja "fixada" na minha cabeça. Acho que isto já não é novidade. A verdade é que, apesar de ouvir muitas músicas de artistas e bandas estrangeiros, tenho sempre um gosto maior ao ouvir boa música portuguesa. Ouvir músicas cantadas em português cativa-me. Gosto de sentir cada palavra que cantam e de apreciar como é tão bela a nossa língua portuguesa. 

Quando se fala em música portuguesa associamos a grandes nomes como Rui Veloso, Xutos e Pontapés, entre outros. Mas, na verdade, o que actualmente tem sobressaído são as bandas ditas alternativas. Alternativas no sentido em que não têm um estilo definido e, assim conseguem ter mais pessoas agradadas com a sua música. 

A banda de que vos quero falar hoje não é uma novidade para mim e são eles Os Azeitonas. Digo que não é novidade pois a primeira vez que os ouvi tinha eu uns 13-14 anos, depois de a minha irmã me dar a ouvir uma das suas músicas. E na altura, apesar de ainda não apreciar tanta música como hoje, gostei do que ouvi e achei piada ao facto de não serem uma banda politicamente correcta, isto é, as suas músicas não estavam criadas para serem grandes baladas ou para serem levadas tão a sério. Lembro-me, por exemplo, de ouvir Falo chinês e outra música que penso que tinha sido improvisada num dos concertos deles (e o Youtube já nem me encontra essas pérolas). Resumindo, comecei a gostar da originalidade que usavam para as músicas. 

Mas, mais do que a criatividade da banda um valor que sempre tive em conta foi facto de eles serem sempre ligados aos fãs e na altura até lhes respondiam. Não faço ideia de como reagem hoje com isso. O que é certo é que uma banda que tinha sido criada num acto de brincadeira no Porto, tornou-se há relativamente pouco tempo uma boa referência no mundo musical português. O sucesso ficou a dever-se ao fenómeno que foi a música Anda Comigo Ver os Aviões. A música começou a espalhar-se como um vírus e rapidamente Portugal inteiro estava com os holofotes virados para a banda portuense. A verdade é que não sou apreciadora de músicas que começam a ser muito comerciais. Gostei sempre muito do estilo descontraído da banda e continuo a gostar. Mas só quem se atreve a conhecer mais sobre a banda é que desfruta das fantásticas músicas assinadas pelos AZ, nomeadamente Um Tanto ao Quanto Atarantado, Desenhos Animados e Quem és Tu Miúda, sobretudo. São músicas puras e que ainda não sofreram o vírus  dos media (nem vão sofrer acho). 

Quanto ao CD mais recente (AZ) não posso dar uma opinião muito elaborada visto que ainda não o ouvi na totalidade. Quanto à Ray-Dee-Oh parece-me  só mais uma música comercial a fazer-se ouvir por aí. No entanto, não deixa de ter o seu encanto e a originalidade sempre presente da banda. Mas claro, não podia deixar passar o momento sem referir aquela que tem sido a música mais cantada por mim durante todos dias, recentemente: Tonto de Ti. Eis a magia e simplicidade de que falava à pouco. Esta música mantém o estilo que a banda manteve sempre. Boas músicas, com letras fantásticas que são sempre misturadas com alguma "comédia". Não deixem de ouvir a boa música nacional, desfrutem dos álbuns d'Os Azeitonas porque, independentemente do vosso estado de espírito, ficarão com uma alegria que só eles sabem proporcionar.

 

Fotografias: Os Azeitonas Oficial



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publicado às 11:00

Para as Rainhas Sem Coroas

por Inês Moura Pinto, em 23.01.14

 

Todas as raparigas da minha geração (e gerações mais velhas) viveram a fase das princesas Disney. Para mim e acredito que tenha sido igual para muitas outras raparigas, a história mais marcante foi a da Cinderela. Acho que foi aquele filme que mudou a cabeça de muitas meninas naquela idade. Ficamos marcadas com aquilo e ainda hoje é o dia que vivemos com aquela magia em nós e sim, continuamos à espera de ter um final feliz e um príncipe encantado. 

No entanto, a nossa (maldita) sociedade tem-se focado cada vez no negativismo. Invadem os nosso dias com notícias de mortes, assaltos, dívidas, crise... Enfim, não nos deixam viver só com os nossos problemas, que já são suficientes. Com tudo isto, parece que, de repente, toda a gente se esqueceu de sonhar. E se deixarmos de sonhar, a nossa vida deixa de fazer sentido. Acho que é por isso que sempre fui apaixonada por filmes da Disney. São filmes que nunca perdem o encanto, que nos fazem perder a noção da nossa idade quando o vemos e que nos fazem sonhar. E, na minha opinião, a Disney tem vindo a dar mais valor às mulheres. Sempre deu, ok: tornou-as Princesas. Mas, quase todas as histórias tinham o mesmo caminho. As personagens acabariam sempre por encontrar um Príncipe e, assim viverem felizes para sempre. Em quase todas as histórias, a Disney fez questão de passar a mensagem que as mulheres, para serem verdadeiramente felizes, tinham de encontrar um Príncipe e assim ficarem dependentes dele. Nunca fui a favor de histórias destas. Assim, eis que surgiu o filme "Frozen" que é, nada mais nada menos, do que uma completa mudança na forma como se vêm as relações de amor. Tal como disse antes, qualquer filme da Disney já teria final anunciado: ela vai casar-se com o Príncipe ou Ele vai salvá-la. Engane-se quem pensa assim desta vez. E não é que a Disney nos volta a surpreender mostrando um filme com uma independência enorme das mulheres em relação aos homens. Não sou daquelas fanáticas pela defesa das mulheres, mas considero que este é um grande passo para mudar muitas mentalidades. Tanto a mentalidade das mulheres que pensam que o único objectivo na vida deve ser encontrar um homem e casar, tanto a mentalidade dos homens que pensam que as mulheres não conseguem ser nada sem eles. Enganam-se. O que "Frozen" mostra é isso mesmo, o verdadeiro amor é o da família. Princesas guerreiras não precisam que algum Princípe as salve, elas são donas de si mesmas. 



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publicado às 14:38


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Inês, Estudante de Engenharia Informática no Porto, 20 anos

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